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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Rogério Salgado / Poeta * Antonio Cabral Filho - RJ

Rogério Salgado
Informe Biobibliográfico

Nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ). Passou sua infância e parte da adolescência vendo com frequência sua mãe, a pianista Glória Salgado, tocar piano. Aos sete anos seu pai veio a falecer, deixando-lhe de herança uma grande biblioteca. 
Em 1974 participou do Teatro Escola de Cultura Dramática, onde descobriu a arte.
Em 1975 escreveu seu primeiro poema.
Participou de muitos festivais de música em sua terra natal.
Em 1979 criou com os poetas Fernando Leite Fernandes, Guilherme Fernandes e Anthony Garotinho o Grupo Abertura de Artes e Estudos, escrevendo a peça teatral ‘Retorno a 200 metros’, em parceria com eles.
Em 1980, com a morte de sua mãe, mudou-se para Belo Horizonte (MG).
Em 1983 criou com, Ecivaldo John e Virgínia Reis, a revista ‘Arte Quintal’, um dos mais importantes veículos culturais da época.
Em 1993 criou o projeto In/Sacando a Poesia, que consistia em colocar poemas dentro de saquinhos de embalar pães nas padarias, recebendo pelo projeto o ‘Prêmio Capital Nacional-Categoria Poesia’, em Aracaju (SE), em 1998.
Em 1994 teve um conto de sua autoria adaptado para o extinto programa ‘Você Decide’, da Rede Globo de Televisão.
Em 2000 foi editor e orientador de pesquisa do livro ‘Uai Poético - Pesquisando as Raízes e Veias Poéticas’ de Virgilene Araújo, que consiste em uma reunião de poetas atuantes na capital mineira. Neste mesmo ano, criou, com Wal Souza e outros poetas, o ‘Sarau da Lagoa do Nado’, dando inicio a efervescência poética que iria crescer nos próximos anos na capital mineira.
É idealizador e realizador, juntamente com Virgilene Araújo, do Belô Poético-Encontro Nacional de Poesia de Belo Horizonte e Poesia na Praça Sete, este realizado com os benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de BH, já em sua 3ª edição.
Figura em muitas antologias, entre elas: A Poesia Mineira no Século XX (Imago Editora-1999), organizado por Assis Brasil.
Tem publicado mais de 20 livros.
Em 2008 Virgilene Araújo publicou o livro ‘Trilhas’, uma seleção de 70% de toda a obra poética de Rogério Salgado.

Obra:

Testículos – 4ª edição – 1991
Afinidades (em parceria Tânia Gabrielle e Jorge Luiz José) – poemas – 1989
Meu romance com Greta Garbo – 1993
Ainda menino – 2002
Um quarto de ofício – poesia (25 anos de literatura) – 2000
A caminho de Liverpool – (contos – 25 anos de literatura) – 2000
Tontinho – conto – (20 anos de publicação) – 2002
O pagode da 17 – romance (25 anos de literatura) – 2000
A brisa da manhã – poema – 
Treze canções  de amor e amor para montanha que vejo – 1997
Silvinho Rezende – cordel – 1998
Poemias & dezesseis poemais  (livro de bolso e de bolsa) – 1999
As vogais não são iguais – 2003
O canto dos bichos – 2003
Três contos reais – 1996
Uma canção de amor para Luiza & um poema de saudade para Isabella – 1977
Brincando de representar (+ Virgilene Araújo) - 
Uai poético (org. Virsilene Araújo) 
Menor, esse abandonado – 13ª edição – cordel – 1998
In – sacando a poesia (+ outros) – 1993
Re-In- sacando a poesia (+ outros) – 1998
Quermesses (e outros poemas profanos) – 2005
In-sacando a poesia – 3 anos de poesia – 2005
Tipo exportação (+ Virgilene Araújo) – 2004
Exalando cheiro de lua nova – 2006
Trilhas – 2007
Aeroplano 3 – poesia e arte 
Meu íntimo ( 1º livro publicado) – 1984
Poesia na praça sete (1ª e 2ª ed.) – 2009
Poemas – 35 anos de poesia – 2010 
















Blog do Poeta Rogerio Salgado
http://poetarogeriosalgado.blogspot.com/ 
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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

João Petinga / Heli Samuel * Antonio Cabral Filho - Rj

João Petinga / Heli Samuel
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Heli Samuel, 
a considerar pelo comentário de Luiz Carlos Machado, na segunda orelha, não precisa de mais apresentação. Mas seus romances, João Petinga e Amecarim, dizem por si só da grandeza desse sujeito. Nascido no norte do estado, filho de contador, meteu a cara no Rio e foi estudar. Mudou-se para a capital e foi trabalhar na Petrobrás. Ajudou os irmãos, cuidou da mãe, e do pai a notícia que se tem está em João Petinga, um homem austero, que não dá margens para as elocubrações dos filhos em pensar por conta própria. Seus livros não alcançaram o sucesso, diga-se de passagem, merecido. E mesmo assim, Heli Samuel nunca se entregou. Foi jornalista e crítico literário, como atesta sua abordagem sobre o livro 'Medo e o segundo tempo', de Eva Bán.
Uma das linhas fortes do seu romance João Petinga é a resignação do personagem perante as coisas da vida:"É a vida, é a vida!", é uma expressão repetida exaustivamente para demonstrar o caráter do personagem e a recusa do autor em pensar dessa forma. Não vejo razão nenhuma para alguém desprezar um livro com essas características, uma vez que a chamada grande literatura não é assim considerada porque está na mídia, mas porque oferece ao leitor fatores que o envolvem existencialmente. E nisso João petinga dá show!
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Mais Heli Samuel
https://letrastaquarenses.blogspot.com.br/2016/09/eva-ban-sem-medo-nem-segundo-tempo.html 
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